Como tratar assadura?

Olá! Como estão vocês? Espero que bem!

Depois de um longo inverno- literalmente – cá estou eu.

E, dessa vez, para falar sobre as assaduras.

1) O que causa a assadura?

Acho importante, antes de tudo, dizer que a assadura é chamada, no meio médico, de “dermatite de fraldas” ou “dermatite amoniacal”. E, apenas isto, já nos indica o que pode causá-la.

Ela é causada, portanto, por um processo inflamatório (dermatite) por um irritante primário, geralmente, pelo contato prolongado com as fezes/urina do bebê.

Portanto, o misto de:

  • Abafamento da pele
  • Contato prolongado com o xixi e o cocô*
  • Enzimas digestivas
  • Micro-organismos

É o que costuma gerar a assadura.

*Obs.: o xixi e o cocô tem um pH mais BÁSICO e não ácido, como as pessoas pensam… A ureia é degradada em amônia e pode causar a irritação (por isso também é conhecida como “dermatite amoniacal”). 😉

2) Como posso prevenir e/ou tratar a assadura?

Entendendo o que causa a assadura, também podemos preveni-la e até tratá-la.

Devemos, portanto :

  • Realizar trocas de fraldas frequentemente (em recém-nascidos em 1-2 horas, já em crianças maiores, esse intervalo pode ser um pouco maior, em 3-4 horas)
  • Durante um episódio de diarreia ou durante o uso de antibióticos, otimizar as trocas (geralmente as fezes ficam mais BÁSICAS) aumentando a chance de irritação
  • Realizar a limpeza, preferencialmente, com água morna e algodão (os lenços umedecidos podem conter álcool- mesmo aqueles que dizem que não contêm…- mais explicações a seguir)
  • Logo após a limpeza, secar a pele e/ou deixar a pele secar naturalmente, deixando-a descoberta e expondo-a ao sol
  • Aplicar uma FINA camada de pomada nas áreas de contato com a fralda

3) Existem tipos diferentes de assaduras?

A resposta é: S-I-M!

A dermatite de fraldas convencional comporta-se como uma dermatite de contato. Logo, a lesão ocorre justamente onde há contato com a fralda (lesão em “W”), preservando as áreas em que a fralda não toca. Observe a imagem abaixo:

Em compensação, como disse no começo do texto, pode haver dermatite também por micro-organismos.

Principalmente, após uma dermatite de fraldas convencional, pode haver colonização da pele por fungos, como a Candida sp.

Os fungos adoram áreas quentes, úmidas e abafadas. Sendo assim, a região de dobras, principalmente as dobrinhas dos bebês, são locais excelentes para a infecção. Veja:

Sendo assim, nesse e APENAS nesses casos uma pomada anti-fúngica deve ser usada e com indicação médica.

Lembrando que existem diversos tipos de dermatites (assaduras), sendo indispensável a avaliação médica.

NÃO se auto-medique e nem utilize uma pomada que uma amiga indicou porque “deu certo com o filho dela”…


DICAS DE OURO

Aqui gostaria de deixar algumas dicas.

Às vezes, saber o que você não deve fazer pode ter tanto ou até mais valor, em alguns casos…

Vamos lá!

1) Evite o uso de lenços umedecidos para a limpeza. Mesmo aqueles “sem álcool”.

Uma grande parte dos lenços umedecidos vêm com uma mensagem em destaque em suas embalagens: “SEM ÁLCOOL”.

O que gosto de destacar nas consultas é que alguns fabricantes são mais honestos e optam pela mensagem: “SEM ÁLCOOL ETÍLICO”.

Sim, correto!

A grande maioria dos lenços que dizem que não contém álcool, realmente não apresentam álcool etílico (álcool presentes em bebidas alcoólicas e em combustíveis), mas costumam ter outros tipos de álcool mascarados…

O PEG (polietilenoglicol) também é um álcool. Leia os rótulos

E todo álcool potencialmente desidrata e pode lesionar ainda mais a pele. Principalmente, se friccionado contra ela.

2) Limpeza com água e sabão NEM SEMPRE ajuda

Como as dermatites costumam estar relacionadas com o pH BÁSICO do xixi e do cocô (lembram-se???), o uso de sabonetes básicos pode piorar a lesão de pele.

Prefira sim a limpeza com água morna e algodão.

Utilize na limpeza sabonetes de pH ácido (PH<7,0).

3) Utilize a MENOR quantidade de pomada possível

Aplique uma fina camada de pomada. A ponto de ficar quase translúcida.

Independentemente do tipo de pomada: óxido de zinco e/ou petrolato, de óleo de fígado de bacalhau, aloe bar- badensis, dimeticona ou dexpantenol.

Como a assadura é provocada pelo abafamento da pele, quanto mais pomada, mais abafamento, mais lesão…

Evite retirar a pomada em todas as trocas, caso ela não esteja com fezes/ urina.

4) NÃO utilize pomada de Nistatina sem indicação médica e nem como “prevenção”

Você, por acaso, acha prudente tomar um copo de antibiótico todos os dias para prevenir infecção?

Espero que não!

A Nistatina é uma medicação anti-fúngica.

Infelizmente, vendida sem receita médica…

Muitos pais acabam utilizando a Nistatina sem indicação médica e até para “prevenção” da assadura.

Esta medida pode provocar resistência ao tratamento contra fungos, quando realmente necessário (dermatite fúngica).

Só utilize Nistatina ou qualquer outra pomada anti-fúngica com indicação médica.

5) Trocar a marca da fralda dificilmente irá tratar a assadura

É muito comum que os pais comecem a trocar as marcas de fralda para tratar assadura- muitas vezes sem sucesso.

Atualmente, as marcas de fralda têm um grande poder de absorção, inclusive as ecológicas. Portanto, realizando trocas frequentes e deixando o bebe sequinho deve ser o suficiente para o tratamento das assaduras.

A mudança de marca algumas vezes dá a falsa impressão de melhora devido a mudança do local de contato. Vou explicar!

Imagine que você foi à praia no final de ano e utilizou uma sunga ou biquíni mais cavado e, que você ficou com ele o dia todo, gerando uma assadura. Caso você mantenha utilizando a mesma roupa de baixo nos próximos dias, a tendência é que a lesão só piore.

Então, você tem a ideia de utilizar uma roupa de baixo maior, estilo boxer, e percebe que sente um alívio no local da assadura.

Paralelo feito, é mais ou menos isso que ocorre quando se muda a marca da fralda. Muda-se o local de contato e pode haver uma melhora temporária da lesão.

No entanto, caso o bebê continue úmido, seja utilizada uma grande quantidade de pomada e de lenços umedecidos, as lesões reaparecerão.

Sim, existem dermatites alérgicas (de contato) por componentes específicos da fralda, mas além de mais raras, elas provocam lesões diferentes das citadas até aqui.


Por hoje é só!

Dúvidas ou sugestões? É só deixá-las abaixo.

Até a próxima.

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

CLÍNICA GONÇALVES– Deixe a nossa família cuidar da sua.

Fontes:

1) Sociedade Brasileira de Pediatria- Documento Científico- Departamento Científico de Dermatologia- Dermatite de Fraldas- Diagnósticos Diferenciais- Outubro 2016

Imagens:

1) Sociedade Brasileira de Pediatria- Documento Científico- Departamento Científico de Dermatologia- Dermatite de Fraldas- Diagnósticos Diferenciais- Outubro 2016

O surto de mão-pé-boca

Olá, tudo bem com vocês? Espero que sim.

Depois de algum tempo sem postar, aqui estamos.

E desta vez, vim falar sobre uma doença que está acometendo muitas crianças, nesse momento, em todo Brasil, a síndrome ou doença mão-pé-boca (MPB).

  • O que é a doença mão-pé-boca (MPB)?

Ela é uma doença viral, muito contagiosa, que costuma ter um período maior de circulação no Outono e no Verão, em países de clima temperado. Em países tropicais como o Brasil, ela pode circular o ano todo.

  • Quem causa a doença?

A MPB foi relatada pela primeira vez em 1957 na Nova Zelândia e no Canadá.

Ela é causada por um grupo de vírus chamados de Enterovírus, dentre eles, os mais comuns são o EV71 (principalmente na Ásia) e o Coxsackie A16.

Importante pontuar que, atualmente, já foram descritos mais de 100 tipos de Enterovírus. Então muitas vezes, não conseguimos saber ou isolar o agente causal, a não ser em estudos clínicos e que, o isolamento, não muda o curso ou tratamento da doença.

  • Aparentemente estamos vivemos um momento de “surto” de MPB no Brasil. Qual o motivo?

“Surto” de MPB é definido quando temos dois ou mais casos em um determinado local, como escola ou creche.

Ainda assim, é notório o aumento do número de casos de MPB nos últimos meses.

O possível motivo seria pelo amplo contato das crianças com a atual reabertura de escolas e creches, devido à Pandemia causada pelo Sars-Cov-2, após um longo período de isolamento social.

  • Quais os sintomas da doença?

A síndrome pode iniciar com sintomas inespecíficos como febre alta e persistente, dor de garganta e redução da ingestão de alimentos.

Após alguns dias, podem surgir lesões ao redor da boca e/ou dentro da cavidade oral (úlceras/aftas na língua, gengiva e garganta), mãos e pés, não respeitando palmas e solas de pés- MARCA CARACTERÍSTICA DA DOENÇA, mas não exclusiva.

Podem surgir também lesões na região de face, orelhas, cotovelos, tornozelos, genitais e glúteos.

As lesões são ovaladas, como grãos-de-arroz, no corpo e ter característica de úlceras dentro da cavidade oral.

Na forma disseminada, podem surgir lesões vesico-bolhosas, principalmente nas extremidades.

Lesão Disseminada

Crianças que possuam doenças dermatológicas prévias, como a dermatite atópica (alérgica), podem apresentar uma forma mais exuberante, principalmente nas regiões já acometidas.

Foi descoberto também, que a gravidade e o número das lesões têm relação íntima com a quantidade de vírus que a criança foi exposta.

Complicações apesar de acontecerem, são mais raras, como meningites, meningoencefalites e/ou miocardites.

De 3 a 8 semanas após a infecção, pode haver o descolamento das unhas, chamado de onicomadese, e também a descamação de mãos e pés.

  • Quais são as pessoas mais propensas a adquirir a doença?

A MPB costuma acometer crianças menores de 5 anos.

Embora possa acometer crianças mais velhas e adultos, raramente.

A manifestação em adultos tem íntima relação com a quantidade de vírus que ele entrou em contato.

  • Como ela é transmitida?

Ela é transmitida pessoa a pessoa, direta ou indiretamente, por contato por secreções respiratórias (gotículas) e até pelas fezes.

O período de incubação ocorre entre 3-6 dias.

Após o início dos sintomas, o período máximo de transmissão ocorre na primeira semana da infecção. No entanto, pode haver transmissão por até 1-3 semanas.

Nas fezes pode haver transmissão por até 4 semanas.

  • Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico, levando-se em conta a exposição a outra criança com a doença.

Existem exames como sorologias, culturas e PCR mas não são feitos habitualmente.

O hemograma e demais exames são inespecíficos para doença.

  • Qual o tratamento?

Como ela é transmitida por um vírus, não há um tratamento específico, apenas sintomático.

Em casos graves, em que haja complicações e necessidade de internação, é indicado o uso de Imunoglobulina humana, embora não haja consenso.

O único antiviral testado, o Pleconaril, ainda não teve seu uso liberado. Vem sendo alvo de estudos para casos complicados, como os de meningite assépticas.

  • Como pode ser feita a prevenção?

Após a confirmação de um caso, deve ser garantido o isolamento social por no mínimo sete dias- fase de maior transmissão.

Medidas de higiene devem ser intensificadas em berçários, especialmente após a troca de fraldas.

A desinfecção de superfícies, objetos e brinquedos deve ser realizada constantemente.

A China, em 2015, aprovou uma vacina contra o EV 71, para prevenção das formas graves de MPB.  Não há, no entanto, experiências do uso da vacina fora deste país.

Espero ter elucidado as dúvidas de vocês.

Receamos que a retomada das atividades, após o longo período de isolamento social, possa ser um gatilho para emergência de vários surtos de doenças infectocontagiosas.

Vamos proteger os pequenos!

Ps.: CUIDADO! O OUTONO ESTÁ CHEGANDO- https://clinicagoncalves.com/2018/02/15/416/

Até a próxima,

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

CLÍNICA GONÇALVES- Deixe a nossa família cuidar da sua



Fontes:

  1. Síndrome Mão-Pé-Boca- Documento Científico da Sociedade Brasileira de Pediatria- Departamento Científico de Dermatologia e Departamento Científico de Infectologia- Setembro 2019

Não deixe ele tirar o SONO do seu filho

Please join us celebrateAdam's 8th Birthday!

 

Olá papais e mamães!

Continuando a nossa saga sobre as dicas de verão e das Férias, hoje vamos falar sobre as picadas de insetos, como preveni-las e tratá-las.

Antes de tudo,  devemos sempre ter cuidado com a casa e com os seus arredores, prestando atenção nos locais com represamento de água, como os vasos de plantas e os bebedouros de cães e gatos.

O uso de repelentes mecânicos, como mosquiteiros nos berços e telas nas janelas das casas, também pode ser de fundamental importância. Ainda mais se associado ao uso produtos químicos- como a Permetrina a 0,5% (não aplicar na pele)- para evitar a aproximação de mosquitos, borrachudos e alguns carrapatos. Devemos fechar as janelas nos períodos do nascer e do pôr-do-sol, o que reduz a entrada de mosquitos; usar roupas de trama mais fechada, compridas, claras – as escuras atraem os insetos- e evitar o uso de perfumes.

Ainda assim, a principal dúvida dos pais é sobre qual repelente usar nos seus filhos? Qual tem a maior eficácia? Qual previne contra o mosquito da Dengue, Chikungunya e Zika vírus??? Calma aí, que já vamos explicar!

No Brasil, possuímos basicamente três tipos de repelentes liberados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária):  Deet,  Icaridina ou Picaridina e  EBAAP ou IR3535.

1) Deet: Inadequado para menores de 2 anos. Não deve ser associado a protetor solar- chance aumentada de irritação da pele.  Apesar disso, é um dos produtos mais antigos, com maior número de estudos, além de oferecer amplo espectro de ação contra diversos insetos. Na concentração de 10% confere proteção por até duas horas, podendo ser aplicado até 3x/dia. Em concentrações maiores só está liberado para crianças com mais de 10 anos de idade. Marcas: Repelex, Autan e OFF.

DEET1

 

2) Icaridina ou Picaridina: Liberado a partir de 2 anos de idade (já existem formulações a partir de 6 meses de idade). De origem botânica- derivados da pimenta- tem perfil de eficácia semelhante ao DEET, mas aparentemente superior para a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, quando em concentrações superiores a 20%. No entanto, sem relato de reações graves quando aplicado na pele. Marcas: Exposis, Baruel, Sunlau e SBP.

Icaridina

 

3) IR3535: Liberado a partir de 6 meses de idade. Um dos tipos de repelentes mais recentes no Brasil, com limitado número de estudos de eficácia. Apesar de apresentar perfil de ação semelhante aos anteriores quando em concentração de 20%, este dado não costuma constar na embalagem dos produtos nacionais. Marcas: Johnson’s e Huggies Turma da Mônica.

IR3535

 

Ainda, existem os repelentes naturais de citronela, andiroba ou óleo de soja, porém além de serem de baixa eficácia, necessitam de reaplicação frequente.

No fim deste texto, deixaremos uma tabela com todas a marcas e opções do mercado para facilitar a escolha do repelente ideal para o seu filho!

 

Mas antes disso, vale deixar aqui algumas recomendações:

  • Usar o repelente apenas para cobrir e não saturar a pele
  • Usar na pele ou roupa E NÃO sob as roupas
  • No rosto, NUNCA aplicar diretamente. Aplicar sempre antes nas mãos, esfregar e então espalhar uma fina camada na face. Evitar olhos, boca, genitais e lavar as mãos após a aplicação
  • Não aplicar nas mãos de crianças pequenas, devido ao risco de ingestão ao levarem as mãos à boca
  • Não aplicar na pele lesionada
  • A eficácia é reduzida com a natação ,suor, chuvas e lavagem
  • A reaplicação frequente do produto é desnecessária
  • Sendo assim, ao usar protetor solar concomitante, é melhor aplicá-lo posteriormente. Se possível, usá-los separadamente com intervalo de 20 a 40 minutos entre as aplicações.

 

Até aí tudo bem! Mas e se o danado do mosquito picou o meu pequeno mesmo assim???

Devemos realizar apenas cuidados locais, como a limpeza com água e sabão.

Se ocorrer muito inchaço ou coceira, o ideal é a avaliação médica.

Apesar da eficácia medicamentosa ser questionável, o fármacos mais empregados ainda são os anti-histamínicos (anti-alérgicos) de uso oral e os corticoides tópicos. O uso de anti-histamínicos tópicos, como a prometazina (Fenergan), tem sido evitado ultimamente pelo risco de sensibilização da pele.

Com essas dicas, os pequenos vão poder curtir muito mais as férias sem preocupação.

Nos vemos na próxima semana, com um novo tema.

Dúvidas, sugestões  ou comentários ? É só escrever no tópico abaixo  ou acessar o Facebook da Clínica: https://www.facebook.com/clinicagoncalvessr.

Até breve!

Dr. Vinícius Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

Fonte.:

Alergia e Imunologia para o Pediatra- 3a. Edição – Editora Manole-2018.

Guia de Repelentes – Sociedade Brasileira de Pediatria-2015.

Site: http://www.pediatriadescomplicada.com.br

Repelente tabela

 

 

Vamos a la playa!

Vamos a la playa

Lá vem o verão! Lá vem as férias!!! Época de muita diversão, mas que demanda também alguns cuidados com os pequenos e com a sua pele.

Para que eles possam aproveitar e curtir muito mais esse momento devemos lembrar de algumas regras gerais:

  • Evitar a exposição solar após às 10h da manhã e antes das 15h da tarde    (extendendo-se às 16h, no horário de verão)- pois é nesse período que ocorre o pico da Radiação Ultra-Violeta (UV).
  • Quanto mais sombra MELHOR! Lembrar que as superfícies ao redor refletem a radiação UV (neve> areia> água>grama). Portanto, na praia pode ocorrer a queimadura solar mesmo na água ou na sombra.
  • Usar bonés, óculos ou roupas com proteção UV.
  • Quanto mais grosso e escuro o tecido da roupa, maior proteção (as roupas escuras chegam a proteger de 3 a 5 vezes mais).
  • Quanto menor o espaço entre as fibras do tecido, maior proteção.  Portanto os tecidos de nylon e de poliéster protegem mais que os de algodão e os de linho, por exemplo.
  • Roupas molhadas perdem metade do fator de proteção solar.

Além disso, podemos utilizar os filtros solares. Porém, lembrando que:

  1. Antes dos 6 meses: Estão proibidos todos os filtros solares disponíveis. Deve-se evitar a exposição solar direta e seguir as dicas citadas à cima. Lembrar que já existem roupas com Fator de Proteção Solar (FPS) igual a 50.
  2. Entre 6 meses e 2 anos de idade: Utilizar os filtros físicos , também conhecidos como inorgânicos ou de barreira. Como reconhecê-los no mercado? Geralmente, são identificados como “Mineral” ou “Baby” e para a confirmação é só dar uma olhada no rótulo e ver se são produzidos a partir do Dióxido de Titânio e/ou do Óxido de Zinco.
  3. A partir dos 2 anos de idade: Utilizar os filtros solares químicos ou orgânicos, no mercado identificados como “Kids”. Dar preferência pelos filtros com FPS igual ou superior a 30 (O FPS indica o grau de proteção UVB, enquanto o PPD indica o grau de proteção UVA). Evitar os que contenham o ácido paraminobenzoico (PABA) que são mais alergênicos e estão sendo retirados da formulação infantil.

 

E quanto de filtro devo usar???

Utilizar a regra da “colher de chá” ou dos “dois dedos”- quantidade suficiente para cobrir os dedos médio e indicador, como demonstra a imagem abaixo.

filtro

Um dos responsáveis pela perda da eficácia do filtro de proteção solar é a sua aplicação na quantidade errada. Desta maneira, CUIDADO com as formulações em spray, ao deixar porções do corpo da criança descobertas ou parcialmente cobertas.

Por fim, lembrar SEMPRE de:

  • Reaplicar o filtro a cada duas horas.
  • Aguardar 20 minutos até a exposição solar, após a aplicação do filtro.
  • Reaplicá-lo após a criança brincar no mar ou na piscina, ou após o uso da toalha. Mesmo os filtros que são classificados como “Resistentes à Água”, não garantem a mesma proteção após 2 a 4 mergulhos de 20 minutos cada.

 

E, o mais importante: USAR O FILTRO SOLAR TODOS OS DIAS!!! 

Com essas dicas os pequenos poderão curtir muito mais as férias e o verão juntamente com os papais e as mamães!

Nos mandem dicas, sugestões ou temas para os próximos posts aqui mesmo pelo site ou pelo Facebook da Clínica: http://www.facebook.com/clinicagoncalvessr.

Nos vemos semana que vem com outro tema.

Até mais!

 

Dr. Vinícius F.Z.Gonçalves- Médico Pediatra e Neonatologista

Fonte: Guia de Fotoproteção na Criança ou no Adolescente- Sociedade Brasileira de Pediatria (Outubro-2017)