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Fada do dente

No meu primeiro post, gostaria de falar um pouco sobre os dentes dos pequenos. E isto me remeteu a um fato que aconteceu há pouco.

Estava em um casamento, no último final-de-semana, e encontrei a mãe de um amigo que me fez a seguinte pergunta: “A minha neta já tem um ano e meio e ainda não apareceu nenhum dente na boquinha dela, isso é normal?!?”

Antes de tentar responder a essa pergunta, vale aqui citar a média da idade do aparecimento dos dentes decíduos ou, como são popularmente conhecidos, dos “dentes de leite”:

dentes (2)

Portanto, existe uma média padrão para o surgimento dos dentes das crianças. Devemos assim chegar aos 36 meses de idade com 20 dentes na cavidade oral – 10 em cima e 10 em baixo.

MAS CALMA!!! Isso não quer dizer que todas as crianças devam seguir a essa regra rigorosamente.

Estudos investigaram uma possível relação entre o surgimento dos dentes de leite e outros fatores como sexo, peso ao nascimento e peso para a idade, comprimento ao nascimento e altura para a idade, tipo de aleitamento (materno ou artificial) e renda familiar.

O que foi descoberto é que SIM!!! Existe uma correlação entre estes fatores, principalmente ao que se refere à altura da criança x à idade do surgimento dos dentes. E com este estudo foi confeccionada uma tabela que relacionou peso x altura com a média dos dentes que a criança deveria apresentar:

tabela

Voltando ao caso que estava contando…

Descobri, ao perguntar à avó, que o peso da sua neta era de 8 Kg e a estatura de 70 cm, logo, ela deveria ter, na verdade, cerca de dois dentinhos (como demonstrado na tabela) e não dez, como o esperado para a idade.

A idade é sim um marco importante para se levar em conta quando se quer saber se erupção dentária da criança está “normal”, mas ela não deve ser considerada  isoladamente.

Por fim, há vários motivos para um atraso no surgimento ou na queda dos dentes como cistos, tumores, alterações ósseas, fibrose gengival, síndromes genéticas…

O mais adequado é sempre procurar um especialista na área quando algo foge do “normal”, como um Odontologista Pediátrico e ele, juntamente com o seu Pediatra, poderá orientá-lo sobre o melhor caminho a seguir.

Por hoje é só!

Dúvidas ou sugestões dos próximos temas, nos enviem clicando em “Dúvidas” no site ou pelo Facebook: http://www.facebook.com/clinicagoncalvessr

Nos vemos na próxima semana com um novo tema.

Até logo,

Dr. Vinícius Gonçalves- Médico Pediatra e Neonatologista

 

 

 

 

Precisamos falar disso…

Reserve apenas 7 minutos de seu tempo e assista a esse vídeo:

Olá!

Agora sim. Tudo bem com vocês?

Em Novembro do ano passado, participei do “IV Congresso de Pediatria e 20ª Jornada de Pediatria Unimed Ribeirão Preto”.

Em meio a tantas aulas e temas, uma me chamou a atenção: “O mundo está mudando e o pediatra tem que estar preparado”.

Imaginei que seria uma aula sobre internet, uso de celulares, mídias sociais, bullying… mas não! Era uma aula sobre o Distúrbio de Identidade de Gênero e, no final, fui presenteado com este vídeo que linkei acima.

Estamos no mês do orgulho LGBTQ+ e acredito que não haveria momento melhor para falar sobre o assunto.

LGBTQ+

O pediatra muitas vezes é o primeiro a conversar sobre a sexualidade e sobre as variações do gênero com a criança e o adolescente e, portanto, deve estar preparado para tal.

As crianças entre 6 e 9 meses são capazes de distinguir vozes masculinas e femininas.

Próximo de um ano de idade, associam as vozes com objetos tidos como típicos de cada gênero.

Aos dois anos, elas têm habilidade de se identificar como meninos ou meninas e apresentam brincadeiras relacionadas ao gênero.

A identidade de gênero tem início entre 2 e 3 anos de idade. E já aos 6 ou 7 anos, as crianças tem consciência de que seu gênero permanecerá o mesmo.

Neste ponto, é importante definir o que é Identidade de Gênero: “experiência emocional, psíquica e social de uma pessoa enquanto feminina, masculina, ou andrógena definida pela cultura de origem.” Também: “refere-se à auto-identificação de um indivíduo como mulher, homem ou a alguma categoria diferente do masculino e feminino.”

Sendo assim, as pessoas cujas identidades de gênero não correspondem ao sexo biológico são nomeadas com transgêneros ou transexuais.

A disforia de gênero, por sua vez, corresponde ao desconforto ou sofrimento causados pela incongruência entre o gênero atribuído ao nascimento e o gênero experimentado pelo indivíduo.

E como a disforia de gênero pode se expressar?

As crianças podem expressar a certeza de serem do sexo oposto ou não estar feliz com suas características sexuais, preferindo roupas, brinquedos, jogos e brincadeiras culturalmente ligados ao outro sexo.

Nos adolescentes, a inconformidade com o sexo biológico, é evidenciada com as mudanças corporais da puberdade e pode desencadear problemas psicossociais.

É importante pontuar, que quando observa-se a disforia de gênero em crianças entre os 2 e os 6 anos de idade, quase 85% delas voltarão a ficar satisfeitas com o seu sexo biológico, já na adolescência, isto é menos comum.

O quadro pode estar associado a algumas manifestações como ansiedade, depressão, tentativa de suicídio, automutilação e isolamento social.

Desta forma, estas crianças e adolescentes devem ter um acompanhamento multidisciplinar contando com pediatra, endocrinologista, psicólogo, psiquiatra, assistente social, cirurgiões e enfermeiros…

E , mais do que qualquer acompanhamento, elas precisam de apoio, carinho e amor!

Mais amor, por favor

PS.: Aqui está o Ryland, atualmente

Bem, por hoje é só!

Dúvidas ou sugestões? É só deixá-las abaixo.

Até breve,

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

CLÍNICA GONÇALVES- Deixe a nossa família cuidar da sua

Fontes:

Disforia de Gênero- Guia Prático de Atualização- Sociedade Brasileira de Pediatria- Junho de 2017

Meu filho bateu a cabeça. Devo ir ao PS?!?

Olá, papais!

Hoje falaremos sobre os acidentes domésticos e como preveni-los.

Sabemos que os acidentes são a principal causa de óbito, atualmente, entre crianças de 1 a 14 anos de idade, chegando a cifra assustadora de 13 óbitos/dia e de 20.000 óbitos/ano. Além disso, a grande maioria deles ocorrem dentro da própria residência da criança ou no seu entorno e que, acreditem, 90% (NOVENTA POR CENTO) poderiam ser prevenidos.

Somado a isso, vemos um aumento na taxa de acidentes – um incremento de aproximadamente 25%- durante o período de quarentena que vivemos.

Diante deste contexto, vamos então ao nosso tradicional quadro de “Perguntas e Respostas”:

1) Por que as crianças sofrem tantos acidentes?

As crianças são naturalmente curiosas, aventureiras e estão descobrindo o mundo com as suas experiências e brincadeiras diárias. No entanto, vale lembrar que elas são também inexperientes, que muitas vezes ficam “em seu mundo” enquanto brincam, que são sujeitas às distrações e que não possuem o mesmo campo visual de um adulto, necessitando de supervisão constante.

2) Quem são as crianças mais propensas aos acidentes domésticos?

As crianças em idade pré-escolar, de dois a seis anos de idade, são as mais propensas a sofrer acidentes.

Além disso, existem outras características associadas: baixa idade, sexo masculino, baixo nível socioeconômico familiar e mal estado de conservação da residência (instalações elétricas e de gás precárias, lajes e terraços sem proteção…).

3) Quando os acidentes ocorrem mais?

Eles acontecem mais nas férias, feriados e finais de semana, principalmente no final de tarde e início da noite, na época de calor (verão).

Por isso, o cuidado nesse período de quarentena com as crianças.

4) Existe relação entre os acidentes com a faixa etária da criança?

Sim!

No primeiro ano de vida:

  1. Asfixias
  2. Quedas
  3. Queimaduras
  4. Aspiração de Corpo Estranhos

A partir de 2 anos de idade:

  1. Quedas
  2. Asfixias
  3. Queimaduras
  4. Afogamentos

Em maiores de 5 anos:

  1. Quedas
  2. Traumas com fraturas ósseas
  3. Choques elétricos

5) Onde mais acontecem os acidentes dentro de casa?

Eles acontecem nesta ordem de prevalência: cozinha, banheiro, corredor, escada, quarto e sala.

6) Certo! Mas o que fazer para prevenir os acidentes?

Após todas essas recomendações, vamos à pergunta principal:

“Quando devo levar meu filho ao Pronto- Socorro após uma queda?”

Devemos ter um cuidado especial com as crianças menores de 2 anos, principalmente, as menores de 3 meses. No entanto, são justamente elas que apresentarão o maior número de traumatismos cranianos devido ao tamanho maior e desproporcional de suas cabeças em relação ao corpo, além de estarem começando a melhorar a sua coordenação motora e aprendendo a andar. Vale destacar, que a grande maioria dos traumas são leves e não necessitarão de avaliação médica.

Então quando se preocupar e levar a criança ao PS?

  • Menores de 3 meses
  • Quedas maiores de 1 metro em menores de 2 anos ou maior que 1,5 metro em crianças maiores de 2 anos
  • Galos na região de trás da cabeça
  • Perda de consciência por mais de 1 minuto
  • Vômitos de repetição -mais de 5 vezes seguidamente
  • Movimentos convulsivos
  • Sangramento de nariz ou ouvidos
  • Sinais de fratura do crânio

E o porquê dessa preocupação? Por que devo observar esses sinais? 

Porque todos esses sinais podem significar que pode estar acontecendo um sangramento (hematoma) dentro da cabeça da criança e, desta forma e nessas ocasiões, ela deve ser avaliada por um médico que deve solicitar a realização de Tomografia de Crânio.

Quer dizer que o médico deve solicitar sempre uma Tomografia de Crânio quando a criança sofre uma queda? E o Raio X?

A Radiografia de Crânio (raio X) não é capaz de avaliar um sangramento (hematoma) intracraniano. Desta forma, ele não é o melhor exame para este tipo de avaliação- exceto se houver suspeita de fratura.

No entanto, devemos lembrar que a grande parte das crianças sofrem quedas leves e de baixa intensidade e que a exposição à radiação recorrente pode ser deletéria à criança.

Sendo assim, a Tomografia pode ser útil em alguns casos mas deve ser evitado exagero em crianças cujo exame neurológico é normal.

Então o que eu faço quando meu filho cair? Posso deixar ele dormir?

Se ele sofreu uma queda leve, de uma altura baixa, não perdeu a consciência por mais de 1 minuto, não apresentou movimentos convulsivos (abalos de braços, pernas, mastigação, desvio do olhar) e nem apresentou vômitos de repetição, você pode sim só observar a criança em casa, num período de 4-6 horas.

É importante frisar que grande parte das crianças choram após uma queda e que, algumas delas, apresentam um episódio de vômito após. Muitas delas se esgotam e querem dormir e você pode e DEVE deixá-la dormir. Apenas observando se alguns dos sinais citados anteriormente aparecem.

Sendo assim, grande parte das vezes você pode e deve ficar em casa e observar seu filho e só ir ao Pronto-Socorro se houver piora do quadro.

Por hoje é isto.

Dúvidas adicionais? É só deixá-las abaixo

Até a próxima!

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

CLÍNICA GONÇALVES- Deixe a nossa família cuidar da sua

Fontes:

https://pebmed.com.br/tce-na-emergencia-pediatrica-o-que-fazer/- Acesso em 08/06/2020

https://www.spsp.org.br/2012/07/23/traumatismo_craniano/- Acesso em 08/06/2020

https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/acidentes-domesticos/- Acesso em 08/06/2020

Imagens:

https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/prevencao-de-acidentes/- Acesso em 08/06/2020

http://www.pediatricabh.com.br/preven–o-de-acidentes.html- Acesso em 11/06/2020

A vacinação e a Pandemia do Coronavírus

Devo levar meu filho para a vacinação_

Olá!

Uma das perguntas mais frequentes que recebo na atual Pandemia do Coronavírus é :

“Devo levar meu filho para tomar vacina?”.

E pesando riscos e benefícios a resposta é SIM!

Neste mês, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) conjuntamente com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançaram um documento ratificando a importância da vacinação nos tempos de Pandemia.

Dentre as várias recomendações, destaco:

  1. Manter pelos Municípios e Estados o calendário vacinal proposto pelo Programa Nacional de Imunizações. Embora em algumas localidades ocorrera a paralisação da atividades de Postos de Saúde e UBSs, a recomendação atual é manter o atendimento da população normalmente.
  2. Evitar aglomerações. Cuidado especial com Idosos.
  3. Desenvolver locais especiais para a vacinação, como clubes, escolas e Igrejas.
  4. Horários especiais para a vacinação de crianças e adolescentes.
  5. Clínicas privadas de imunização devem organizar seus serviços a fim de manter
    o distanciamento social exigido nesse momento.
  6. Não há evidências sobre a interação da COVID19 e a resposta imune às vacinas.
    Para reduzir a disseminação da doença, qualquer pessoa com sintomas
    respiratórios ou febre, deverá ser orientada a não comparecer aos centros de
    vacinação.
  7. Casos suspeitos ou confirmados de COVID19 poderão ser vacinados após a
    resolução dos sintomas e passado o período de 14 dias do isolamento.

 

De forma prática, recomendo que, na medida do possível, não posterguemos a realização das vacinas.

Tente entrar em contato com o Posto de Saúde próximo da sua casa e descubra se foi criado um horário especial para a vacinação das crianças ou para saber em qual horário ele se encontra mais vazio.

Ou então, compareça à Unidade de Saúde acompanhado de algum familiar e solicite que ele fique na fila, mantendo o distanciamento, uso de máscaras e medidas de proteção (lavagem de mãos e álcool em gel), até que seu filho possa ser atendido, enquanto você aguarda a sua vez com ele em outro local próximo e menos cheio.

 

Falando em uso de máscaras… Você sabe se o seu filho pode e/ou deve usá-las?

Deixo aqui o link (https://www.instagram.com/p/B_K4xhnnwbP/) para a Página do Instagram da Fisioterapeuta Amanda Guadix (@fisio.amandaguadix), explicando sobre o uso de máscaras em crianças.

 

Retomando…

Os mesmos cuidados no Posto, devem ser tomados nas Clínicas de Vacinação Privadas. Evite aglomerações!

Além disso, não poderia deixar de citar que estamos em pleno Abril Azul– Confiança nas Vacinas. Uma Campanha da Sociedade de Pediatria de São Paulo para conscientização de pais e responsáveis sobre a importâncias das vacinas.

E temos MUITO o que comemorar. Nas Américas, fomos o primeiro continente a erradicar a varíola, bem como, já erradicamos a poliomielite, o sarampo, rubéola, tétano maternoneonatal e a síndrome da rubéola congênita.

Já controlamos a difteria, coqueluche, doenças causadas pelo Hemófilos Tipo B e diarreias por rotavírus, graças à vacinação.

No entanto, é fundamental que tenhamos uma ampla cobertura vacinal!

Vacinar é um gesto de amor, não só para com seu filho mas para com o próximo. Existe um termo, no meio médico, conhecido como “efeito rebanho”. Indiretamente ao vacinar uma pessoa você acaba protegendo outras pessoas próximas, mesmo que não vacinadas, por reduzir a circulação de uma doença naquele local.

Infelizmente, temos presenciado uma onda de pessoas que são contrárias à vacinação, seja por convicção própria, fake-news, boatos sobre possíveis efeitos adversos…

E isto tem proporcionado o recrudescimento de doenças que já havíamos controlado no país. É só vocês se lembrarem do surto de Sarampo em 2018- doença totalmente erradicada  até 2016.

Observem só a queda da taxa de vacinação do Sarampo nos anos de 2014-2017 (Vacina Tríplice Viral- Sarampo, Caxumba e Rubéola):

queda de vacina

Lembrando também que a Constituição Brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelecem a OBRIGATORIEDADE da vacinação em nosso país, sendo um dever da família assegurar a vacinação de rotina das crianças.

Para finalizar, após tanto desencontro de informações, não poderia deixar de reafirmar a data do nosso dia-D para a vacina de gripe.

gripe

É DIA 09 DE MAIO! Todas as crianças maiores de 6 meses e menores de 6 anos devem receber a vacina da gripe.

Lembrando que, naquelas que receberão a vacina pela primeira vez, serão realizadas duas doses com um intervalo de um mês entre elas.

Por hoje é isto.

Dúvidas adicionais? É só deixá-las abaixo

Até a próxima!

 

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

CLÍNICA GONÇALVES- Deixe a nossa família cuidar da sua.

 

Fontes:

  1. Imagens e texto: Pediatra atualize-se- Boletim da Sociedade de Pediatria de São Paulo- Mar/Abr 2020
  2. CALENDÁRIO VACINAL DA CRIANÇA E A PANDEMIA PELO CORONAVÍRUS- SBP e SBIm- 2020- Acesso em 20/04/2020 https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/nt-sbpsbim-calendariodacrianca-pandemiacovid-200324.pdf
  3. Instagram: @fisio.amandaguadix
  4. Instagram @minsaude

Coronavírus- O quê preciso saber?

Olá!

Inauguramos hoje nosso canal no Youtube!

Uma nova mídia para que tenhamos contato diretamente com vocês.

Nesta publicação, falamos sobre o Coronavírus nas crianças  e nas gestantes.

Confira o vídeo na íntegra, ou então, a nossa aula sobre a infecção e depois nosso bate-papo:

Parte 1:

 

Parte 2 (Bate-papo):

 

Participação especial: Fisioterapeuta Motora e Respiratória Pediátrica Amanda Guadix

@fisio.amandaguadix

Dr. Vinícius Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

Coronavírus- Uma realidade em nosso Estado

Coronvírus

 

No estado de São Paulo a transmissão comunitária do Coronavírus já é uma realidade.

Citaremos aqui o que você deve saber para se proteger da contaminação e disseminação da pandemia vigente.

Como ocorre a disseminação do vírus:

  • Através da dispersão de gotículas expelidas pela tosse ou espirro
  • O vírus pode sobreviver até nove dias em meios que propiciem a sua sobrevivência
  • As mãos em contato com meios contaminados é a forma de contaminação
  • Lave as mãos com água e sabão para evitar a disseminação do vírus, ou na impossibilidade desinfecte as mãos com álcool gel
  • Aspersão do vírus de forma direta através das gotículas emanadas da tosse ou espirro, ou contaminação pelas mãos contaminadas em contato com mucosas (olho, boca) é a forma de contaminação. Lave as mãos ou use álcool gel
  • Evite aglomerações ou exposição em meios onde o vírus pode estar presente
  • Se estiver com quadro gripal (tosse, coriza, dores no corpo) não se preocupe se a febre não for persistente e inferior a 38C, use analgésico, antitérmicos, permaneça em repouso em casa, evite contaminar outras pessoas, use máscara para evitar a disseminação do vírus não importa se (influenza ou corona vírus)
  • Em caso de febre persistente acima de 38C, tosse produtiva com quadro de secreção muco purulenta, ou quadro de dificuldade respiratória é quando você deve procurar o serviço de emergência hospitalar
  • Ao tossir ou espirrar, evite levar as mãos à boca. Utilize o antebraço ou cotovelo para evitar a dispersão do vírus. A disseminação do vírus ocorre pelo toque de superfícies contaminadas e/ou pelas mãos após o toque em mucosas como olhas, boca e nariz, sem desinfecção adequada após com água e sabão ou álcool em gel

Imagem3

 

  • Não procure os serviços de emergências do Hospital com quadro gripal banal. Cerca de 80% dos casos de infecção por Corona vírus evolui com um quadro de gripe simples, não sendo necessária a identificação do agente etiológico. Evite disseminação da infecção, PERMANEÇA EM CASA!

 

covid clinica

Dr. José Francisco Gonçalves Filho– Ginecologista e Obstetra. Fundador da Clínica Gonçalves.

 

Obesidade Infantil: a Epidemia! (parte 2)

Obesidade parte 2
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Bom, aqui como disse na parte 1 (https://clinicagoncalves.com/2020/02/12/obesidade-infantil-a-epidemia-parte-1/), seria a parte fácil da conversa…

Mas nem tanto! Todo mundo acredita que sabe sobre nutrição adequada, mas definitivamente não é o que vemos na prática.

As mães deveriam amamentar o seu bebê EXCLUSIVAMENTE até os seis meses de vida – sim e quando digo exclusivamente, é sem chás, sucos ou água. O leite materno tem tudo aquilo que o bebê precisa e NADA mais.

O que acontece é que atualmente grande parte das mães, muitas vezes, devido ao retorno ao mercado de trabalho tem de iniciar a complementação com fórmulas artificiais.

Atualmente, as fórmulas estão cada vez mais semelhantes ao leite materno, mas ainda estão distantes de serem iguais tanto em quantidade, quanto em qualidade ou tipo de proteínas ou nutrientes.

Existem diversos trabalhos demonstrando como o emprego de uma proteína heteróloga, ou seja, diferente da proteína contida no leite materno – no caso, do leite de vaca – pode estar associada à obesidade.

rebote adiposo
Rebote adiposo- Crianças que ingerem fórmulas com alto teor de proteína (como o leite integral de vaca) antes dos 2 anos de idade apresentam um acúmulo de tecido gorduroso precoce e maior

Mais um dado ASSUSTADOR:

– Até 70% das crianças brasileiras já ingeriram leite de vaca integral antes de 1 ano de idade

Quando o recomendado seria o aleitamento materno até PELO MENOS os dois anos de vida e na impossibilidade, o uso de uma fórmula infantil adequada para a idade.

E a partir daí, centenas e centenas de erros:

  • Introdução alimentar precoce, o que predispõe à obesidade e às alergias alimentares
  • Apresentação de suco de frutas antes de um ano de vida ao invés da fruta in natura
  • Adição de sal à Papa Principal
  • Alimentos batidos em liquidificador, mixer ou peneirados que ficam sem a fibra alimentar e os deixam com textura monótona
  • Apresentação do mel antes do primeiro ano de vida
  • Apresentação do AÇÚCAR REFINADO antes do segundo ano de vida, principalmente, antes do primeiro ano de vida

Vamos a mais um dado ASSUSTADOR?

– 56% das crianças brasileiras já ingeriram refrigerantes antes do primeiro ano de vida!!!

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A famosa mamadeira de Coca-Cola que mata qualquer pediatra do coração.

Quando vou iniciar a alimentação complementar de um bebê, particularmente, faço um acordo com os pais.

O primeiro deles é que preciso dividir com eles o compromisso da introdução de uma alimentação saudável que não irá se restringir apenas à infância, mas sim a toda vida daquela criança.

A criança precisa ser apresentada, neste início, cerca de 15 vezes a um mesmo alimento para sabermos que ela não gosta dele. Isto é importantíssimo!

Um bebê restrito, que não foi apresentado algumas vezes a vários tipos de alimentos, com certeza será uma criança e, também, um adulto seletivo.

Costumo comentar também que o único gosto inato, ou seja, que já nascemos com é justamente o gosto doce. E precisamos ser apresentados a outros sabores, desde de pequenos, para abertura de novos leques de gostos.

E é justamente nesta fase de aprendizagem e apresentação que… BOOOM! Acontece uma quebra!

Quando finalizo a consulta sobre a alimentação complementar e destaco o item: “ALIMENTOS NÃO RECOMENDADOS” e pontuo o açúcar entre eles, vejo muitas vezes um sorriso no rosto dos pais esboçando um “é obvio que não vou dar açúcar para o meu filho…”.

No entanto, o que vejo um pouquinho após, são pais ofertando Danoninho, Yakult, bolachas industrializadas, achocolatados e a fins para um bebê de 9 meses sem achar necessariamente isto um absurdo como antes.

O sabor doce destes alimentos, bem como o sabor salgado e a gordura de salgadinhos ou outros produtos industrializados pervertem o paladar em desenvolvimento do bebê.

O sabor natural dos alimentos não consegue competir com o dos produtos industrializados e, o que naturalmente acontece a partir daí, são inúmeros erros alimentares.

A criança não tem o discernimento- e nem esperamos isto, não é mesmo? – para saber qual é o alimento mais adequado para ela.

Quem deve fazer essa triagem é o adulto.

O adulto deve dizer qual alimento, em que momento, por quanto tempo e o local da alimentação.

A criança ditará dentre de todas estas variantes, a quantidade apenas.

Lembrando que o pouquinho para ela, naquele momento, pode ser o suficiente.

Evite a barganha!!!

O famoso: “se você comer o brócolis, comerá a sobremesa depois”.

Inclusive evite o doce como sobremesa, prefira e institua a fruta.

Evite insistir em demasia! Não brigue! Se no almoço a criança não quiser almoçar ou comer bem pouco, respeite-a!

Não dê mamadeira – este inclusive é outro acordo que faço na introdução alimentar, o de que reduziremos drasticamente a ingesta de leite e que isto é NORMAL- ou outros alimentos no intervalo da próxima refeição, a qual deve ser a cada 2-3h.

O leite é altamente calórico e por isso é normal que a criança não sinta fome para almoçar ou para jantar, quando ela toma uma mamadeira 1 hora antes da refeição principal.

Existem casos em que os pais ficam assustados com seus filhos, achando que eles estão comendo pouco. Mas, quando vamos contabilizar, a criança está ingerindo cerca de 5 ou 6 mamadeiras ao dia o que dá cerca de UM LITRO E MEIO DE LEITE POR DIA!!! Bastante até mesmo para nós adultos, não é mesmo?!?

Outro argumento para possíveis falhas alimentares que escuto recorrentemente são: “Mas ele fica olhando, tenho certeza que está com vontade!” “Ele está com vontade e se ele ficar com vontade pode dar verme ou quebranto…”

Mais uma balela.

Faço um paralelo fácil com os pais e geralmente pergunto se eles tem vontade de ir para Lua. A resposta é sempre um sonoro não ou não sei.

Pois é, então imagino que a resposta de um bebê, se ele pudesse falar, seria a mesma quando perguntasse sobre a vontade de comer algo que ele nunca experimentou.

A criança passa por uma Fase Oral em que tudo que chega à sua mão passará invariavelmente à sua boca. Isto inclui a sua chave do carro, o controle remoto e por aí vai… Isto não quer dizer que ela esteja com vontade de comer estes objetos, mas pura e simplesmente que ela conhece o mundo pela sua boca, nesta fase.

Outro erro comum é dar o alimento por “dó”.

A criança aprende por repetição e o que ela vê os pais fazendo, ela copiará no início da vida.

O ambiente ideal para uma refeição seria com toda a família sentada à mesa, sem televisores, tablets ou celulares, evitando distrações ou fazendo com que a criança se alimente sem perceber e sem saciamento.

Além disto, todos deveriam desfrutar do mesmo alimento- as crianças com idade próxima a de um ano de vida já podem e devem comer a mesma comida dos pais. Assim, caso sinta vontade do seu prato, não haverá problema algum você compartilhá-lo com seu filho.

Por falar no uso de telas (televisores, celulares e tabletes), você tem ideia de qual é o tempo médio de uso adequado para uma criança de 2 anos ou menos? Vamos às alternativas:

a) 3 horas de uso

b) 2 horas de uso

c) 1 hora de uso

A resposta correta é ZERO! Uma criança com menos de dois anos não deveria ser exposta aos famosos vídeos e joguinhos de celulares… SIM! Tchau Baby-Shark!!!

atividade física
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Os estudos mostram a associação entre excesso de exposição a telas na primeira infância e atraso no desenvolvimento cognitivo, na linguagem, atrasos sociais e descontrole emocional, além de comportamentos agressivos, alterações sociais e de sono – SIM, não faça seu filho a aprender a dormir com um vídeo ou televisão ao lado.

Desligue estes aparelhos 1- 2 horas antes do horário de dormir.

A estimulação faz com que a criança tenha dificuldade em diminuir o seu ritmo e acalmar-se para uma boa noite de sono e a luz emitida pelos aparelhos prejudica na eliminação do hormônio Melatonina, que regula nosso ritmo circadiano (sensação de noite-dia). Sendo assim, no cérebro do bebê é dia a noite toda!

Como esperar que ele durma então?

Além disso, Zimmerman & Bell10 mostraram que meninos que excedem 2 horas por dia de uso de mídia sedentária têm 1,7 vezes mais chances de desenvolver obesidade em comparação com aqueles que não excedem 2 horas por dia de uso de mídia sedentária.

É muito comum em ambulatórios de obesidade infantil os pais culparem os filhos sobre seus hábitos de alimentação inadequados. Mas é importante lembrar também que quem faz a compra da casa são os próprios pais, logo pais com hábitos alimentares inadequados, terão filho com hábitos alimentares inadequados.

E a obesidade segue a mesma equação…

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Vejo pessoas estritamente rigorosas com a alimentação de seus bichinhos de estimação, comprando ração adequada para o peso, idade e raça. Sendo totalmente inflexíveis, até com razão, com a oferta de alguns alimentos naturais como o abacate ou uvas para os seus pets, no entanto, não vejo o mesmo ímpeto na alimentação e, principalmente, no bloqueio dos desvios alimentares dos seus filhos.

A criança até dois anos, passa por um enorme crescimento físico e do seu sistema nervoso (80% do seu cérebro se desenvolve nesta fase), sendo imperativo o aporte nutricional adequado nesta fase para um bom desenvolvimento cognitivo e emocional, inclusive na fase adulta.

Atualmente, existe um MANTRA para os bons hábitos alimentares na infância, conhecido como 5-2-1-0.

Já ouviu falar?

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Lembrem-se sempre do 5-2-1-0! Ela é fórmula secreta da prevenção à obesidade.

Ficamos por aqui.

Nos vemos em breve!

Dr. Vinícius F. Z. Gonçalves– Pediatra e Neonatologista

Referências:

http://primeiros1000dias.com.br/

Uso saudável de telas, tecnologias e mídias nas creches, berçários e escolas – Sociedade Brasileira de Pediatria- Publicação de  Junho 2019

#MENOS TELAS #MAIS SAÚDE – Sociedade Brasileira de Pediatria- Publicação de Dezembro de 2019

Imagens:

Imagem 1 e 5- https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/02/26/interna_ciencia_saude,576721/genetica-influencia-em-ate-60-do-indice-de-massa-corporal-das-crianca.shtml- Acesso em 12/02/2020

Imagem 2 e 4-http://www.foodmed.com.br/habitos-alimentares-e-obesidade-infantil/- Acesso em 12/02/2020

Imagem 3- http://www.ans.gov.br/images/Monica_Moretzsohn.pdf- Acesso em 12/02/2020

Imagem 4- https://www.tuasaude.com/obesidade-genetica/- Acesso em 12/02/2020

Imagem 6 -http://my.medx.social/wwwcardionutrimedbrblogsuasaude/Prevenindo_a_obesidade_infantil.html- Acesso em 12/02/2020

Obesidade Infantil: a Epidemia (parte 1)

Obesidade parte 1Imagem 1

Olá!

Nesta última semana tive o prazer de assistir ao documentário “Muito além do peso”, o qual recomendo a todos e está disponível no Youtube gratuitamente. Ele aborda o tema da Obesidade Infantil e os dados são ASSUSTADORES:

– cerca de 33% das crianças brasileiras ESTÃO obesas ou com sobrepeso

– 80% por cento destas serão adultos obesos

porcentagem_obesidade_infantilImagem 2

E o porquê desta epidemia? O que podemos fazer para melhorar?

Bem, antes de tudo é importante citar a Teoria da Epigenética, a qual correlaciona maus hábitos alimentares, tabagismo, sedentarismo de, ao menos, duas gerações passadas com possíveis doenças autoimunes, cânceres e alergias existentes na geração presente.

Em outras palavras, tudo aquilo que os seus avós, em especial a sua avó, experienciou durante anos até a gestação da sua mãe, e também tudo o que esta experienciou, podem ter colaborado para a sua programação genética. E isto ser um dos motivos da obesidade.

 

Existe uma outra teoria, que precede a esta, a do “indivíduo poupador”.

O “indivíduo poupador” era um ser privilegiado na era pré-histórica, época de grandes fomes e carências, e que conseguiu sobreviver e ser selecionado devido ao fato de conseguir acumular grandes reservas de gordura e energia e, assim, sobreviver às intempéries.

Mas o que aconteceu? O “indivíduo poupador” venceu a seleção natural e hoje vive num mundo de grande oferta calórica e não de miséria. Ambiente ideal para a epidemia da obesidade.

Já ouviram falar ou vocês mesmos já se pegaram falando que uma pessoa é “magra de ruim”? Que ela pode comer de tudo e que ela não engorda? Então a Epigenética e a Teoria do “indivíduo poupador” podem explicar isso. Maaaas, não tudo!

 

E da Teoria dos 1000 dias ou dos 1100 dias? Já ouviram falar?

A Sociedade Paulista de Pediatria neste mês comemora o Fevereiro Safira- Primeiros Mil Dias: pelo futuro das crianças.

fevereiro safira

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Se somarmos os 9 meses de gestação (40 semanas= 270 dias) mais os dois primeiros anos de vida (730 dias) – alguns autores consideram os meses antecedentes à gestação, associados a bons hábitos alimentares, atividade esportiva adequada e suplementação de vitaminas; principalmente o ácido fólico, como cruciais também ao desenvolvimento e programação genética do feto- chegaremos assim aos 1000 ou 1100 dias.

E aqui, novamente, entraremos na Epigenética e como o material genético de um bebê pode ser alterado por fatores extrínsecos e, como, escolhas feitas neste período poderão afetar toda a sua vida.

Mães com doenças crônicas ou doenças agudizadas não controladas, como a hipertensão, associadas ou não à obesidade, ao tabagismo, ao sedentarismo e ao uso do álcool e/ou drogas podem ter um papel crucial na programação genética de um futuro bebê.

Além disto, bebês prematuros, de baixo peso, restritos ou então aqueles muito grandes (macrossômicos), geralmente filhos de mães diabéticas, também têm um risco aumentado para a obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemia (colesterol alto).

Mas tudo isso, sem ainda nem termos entrado em nutrição ou atividade física? O bebê então, antes de nascer, que possuir alguma destas características já pode ter um risco aumentado para obesidade?

A resposta é SIM!!! Com todas as letras.

 

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Tá certo? E depois o que mais pode influenciar?

Bom aqui seria a parte fácil da conversa… Mas ficamos por aqui, por hoje!

O restante fica para a parte 2.

Vejo vocês lá!

 

Dr. Vinícius F.Z. Gonçalves– Pediatra e Neonatologista

Referências:

http://primeiros1000dias.com.br/

https://www.spsp.org.br/2019/01/23/campanha-fevereiro-safira-primeiros-mil-dias-pelo-futuro-das-criancas/

Uso saudável de telas, tecnologias e mídias nas creches, berçários e escolas – Sociedade Brasileira de Pediatria- Publicação de  Junho 2019

#MENOS TELAS #MAIS SAÚDE – Sociedade Brasileira de Pediatria- Publicação de Dezembro de 2019

Imagens:

Imagem 1- https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/02/26/interna_ciencia_saude,576721/genetica-influencia-em-ate-60-do-indice-de-massa-corporal-das-crianca.shtml- Acesso em 12/02/2020

Imagem 2-http://www.foodmed.com.br/habitos-alimentares-e-obesidade-infantil/- Acesso em 12/02/2020

Imagem 3- https://www.spsp.org.br/2020/01/30/fevereiro-safira-primeiros-mil-dias-pelo-futuro-das-criancas/- Acesso em 12/02/2020

Imagem 4- https://www.tuasaude.com/obesidade-genetica/- Acesso em 12/02/2020

Vitaminas para quê?

Vitaminas para quê_

Olá, antes de tudo, Feliz 2020!!!

Já começamos o ano falando sobre um tema muito importante: a suplementação de vitaminas na infância.

É muito comum os pais solicitarem a prescrição de vitaminas para os filhos. No outro extremo, vemos pais que não aderem à suplementação por não acreditarem que ela seja necessária.

Então resta a dúvida: Quais crianças tem indicação de suplementação? Até que idade? Por quê???

Isto tudo explicaremos a seguir.

Mas antes de falarmos de Vitaminas,  vamos falar de aleitamento materno.

O Leite Materno é a melhor maneira de prover a nutrição adequada para o crescimento e desenvolvimento da criança. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preconizam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Após os seis meses, devemos iniciar a introdução alimentar e manter o aleitamento materno até os dois anos de vida (ou mais).

O I Consenso Brasileiro da Associação Brasileira de Nutrologia recomenda a ingestão de 200 mg de DHA (ácido docosahexaenoico), oriundo do famoso ômega 3, para as mães que estão amamentando.

Os filhos de mães que não estejam recebendo leite materno, devem receber fórmulas lácteas que contenham a quantidade adequada de DHA. Este ácido graxo, é indispensável para o desenvolvimento cerebral e da visão do bebê.

 

1) Vitamina D

A vitamina D ficou muito famosa nos últimos anos, sendo a sua carência relacionada a várias doenças como diabetes, asma, rinite alérgica, alergia alimentar, artrites, esquizofrenia, depressão, problemas cardíacos e canceres.

Como vivemos em um país tropical, há uma chance reduzida de termos carência desta vitamina em adultos, visto que ela é convertida na sua forma ativa após a exposição da pele ao sol.

PONTO IMPORTANTE: Os consensos nacionais e internacionais são UNÂNIMES em recomendar a triagem de hipovitaminose D (deficiência de vitamina D) apenas para grupos de risco, NÃO RECOMENDANDO COMO EXAME DE ROTINA.

No entanto, para crianças de até um ano de idade, a Academia Americana de Pediatria (AAP) e a SBP recomendam a reposição de 400 UI de Vitamina D por dia. Do primeiro ao segundo ano de idade, preconizam a reposição de 600 UI.

Crianças maiores e adultos com uma dieta adequada e com a exposição solar de 10-15 minutos por dia devem atingir as suas necessidades diárias de Vitamina D, sem necessidade de reposição.

Outro ponto importante, é recomendada a prescrição da Vitamina D isoladamente para a titulação da dose. Apenas em regiões de comprovada deficiência de vitamina A é que se recomenda a sua suplementação.

 

2) Ferro

A anemia por deficiência de ferro é a mais comum das carências nutricionais.  Ela pode ocorrer principalmente nas crianças entre 6-24 meses de idade, as quais apresentam risco duas vezes maior de desenvolver a doença.

A SBP indica a suplementação de 1 mg de ferro elementar/Kg/dia, a partir do 3º até o 24º mês de vida para as crianças nascidas a termo e com peso adequado, independentemente do tipo de leite recebido (materno ou fórmula) e quantidade.

A AAP recomenda a triagem para deficiência de ferro e anemia aos 12 meses de idade com a coleta de exames de sangue. Caso se constate a anemia, o tratamento deve ser iniciado e a dose de ferro aumentada 3 a 5 vezes. Uma nova coleta de exames deve ser realizada de 3-6 meses após esse aporte.

 

3) E outros micronutrientes?

Excetuando-se os prematuros que necessitam de reposição de micronutrientes e outras vitaminas, os bebês de termo e com peso adequado não necessitam de reposição de outras vitaminas além da Vitamina D e o Ferro, se apresentarem uma dieta adequada.

 

4) E crianças maiores?

Crianças acima de 2 anos também não necessitam de reposição de vitaminas e do uso de polivitamínicos, caso uma dieta adequada e equilibrada esteja sendo realizada.

O uso de polivitamínicos NÃO se destina e não causa aumento do apetite da criança.

 

Espero que tenha elucidado parte das dúvidas de vocês.

Dúvidas adicionais? É só deixá-las abaixo

Até a próxima!

 

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

CLÍNICA GONÇALVES- Deixe a nossa família cuidar da sua.

FONTE: “Pediatra Atualize-se “- Boletim da Sociedade Paulista de Pediatria de São Paulo- Ano 4- No. 5- Set/Out 2019

Feliz 2020!

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Partimos para o terceiro ano da Clínica Gonçalves e só podemos agradecer a todos vocês que confiaram em nosso trabalho e estiveram conosco por mais um ano!

Hoje encerramos um ciclo.

Mas começaremos um novo, com novas chances e oportunidades. Muita saúde, alegria, realizações e paz a todos.

Muito obrigado!!!

Nos vemos em 2020.

CLÍNICA GONÇALVES- Deixe a nossa família cuidar da sua.

Novembro Roxo

novembro da prematuridade

Olá!

Depois de algum tempo eu retorno. E não poderia deixar de falar sobre o Novembro Roxo, o mês da prematuridade.

Em Março falei um pouco sobre o tema e a importância do Neonatologista, na recepção em sala de parto do prematuro, no cuidado durante a internação e no acompanhamento pós-natal.

Se quiser saber um pouquinho mais, deixo aqui o link do Março Lilás: https://clinicagoncalves.com/2019/03/14/marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro/.

Hoje , no entanto, gostaria de destacar a oportunidade e o imenso prazer que tive em ministrar a aula sobre a Neuropreservação e Seus Cuidados, na Semana da Prematuridade do Hospital Unimed São Roque.

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Nesta aula, pude destacar que os cuidados com o recém-nascido prematuro já se iniciam no pré-natal, na boa assistência à saúde da mulher, sobretudo; e do papel preponderante na assistência peri e pós-natal realizada pelo Neonatologista.

No entanto, mais do que isso, hoje gostaria de destacar “os meus prematuros”- neste mês a comemoração é deles.

E quando digo “os meus prematuros”, me refiro àqueles que o destino me presenteou.

Alguns deles pude cuidar desde o início, na Unidade de Terapia Intensiva. Outros conheci na maternidade ou apenas no consultório.  Mas agradeço imensamente à confiança dos papais e me alegro em ver a boa evolução de todos. Gostaria de dividir alguns casos com vocês:

 

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Parabéns a todos vocês!!!

Agradeço pelo privilégio de poder acompanhá-los, desde o chorinho à primeira palavra.

Muito obrigado.

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista