Todos Contra a GRIPE!!!

TODOS CONTRA A GRIPE!!!

Olá!!!

No dia 23 de abril começou a Campanha Nacional de Vacinação contra o Influenza, uma ação do Ministério da Saúde para reduzir o impacto da doença. O dia 12 de maio foi o “DIA D” quando ocorreu a mobilização nacional contra a gripe, estavam abertos 65 mil postos de vacinação, sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes, com envolvimento de 240 mil pessoas.

Vamos aqui, naquele nosso bate-bola, tentar responder grande parte das dúvidas sobre a doença e sobre a vacinação.

 

1. O que é gripe?

A Influenza é também conhecida como Gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

2. Quais são os sintomas?

Inicia-se em geral com febre alta- que costuma durar 3 dias, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre, podendo ser confundida com o resfriado.

3. Quer dizer que gripe e resfriado não são a mesma coisa?

Não! O resfriado também é uma doença respiratória, mas é causado por vírus diferentes. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem as crianças.

Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais brandos e duram menos tempo. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas.

4. O que causa a gripe então?

É o vírus Influenza. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções respiratórias brandas, e não está relacionado com epidemias.

Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam atualmente em humanos.

5. Como posso pegar a gripe?

Ela pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.

6. Como posso me tratar caso pegue gripe?

Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria das pessoas se recuperará dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos graves.

Estes são especialmente importantes para grupos de alto risco. Idealmente, essas drogas precisam ser administradas precocemente (dentro de 48 horas após o início dos sintomas).

7.Por quanto tempo posso transmitir a doença, caso pegue?

Indivíduos adultos infectados podem transmitir o vírus entre 24 e 48 horas antes do início de sintomas, porém em quantidades mais baixas do que durante o período sintomático.

Nesse período, o pico da excreção viral ocorre principalmente entre as primeiras 24 até 72 horas do início da doença, e declina até aos níveis não detectáveis por volta do 5º dia, após o início dos sintomas.

As crianças,  quando comparadas aos adultos, também excretam vírus mais precocemente, com maior carga viral e por períodos longos.

8. Como se prevenir da Influenza?

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como vírus Influenza, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:

  • Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
  • Manter os ambientes bem ventilados
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe

9.Qual a vacina ofertada no SUS?

A vacina influenza ofertada no SUS é trivalente e protege contra os tipos de vírus influenza A (H1N1)pdm09, A (H3N2) e influenza B Yamagata, que são os vírus de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria OMS.

10. E a vacina das clínicas privadas? O que tem de diferente?

Ela costuma ser uma vacina tetravalente, ou seja, além de proteger contra os três tipos de vírus citados acima possui proteção contra um outro tipo do vírus influenza B, o Victoria.

11. Qual o público alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza?

  • Crianças de 6 meses a 5 anos
  • Pessoas com mais de 60 anos
  • Gestantes
  • Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias
  • Profissionais da saúde
  • Professores da rede pública e particular
  • População indígena
  • Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide
  • Indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia
  • Portadores de trissomias, como as síndrome de Down e de Klinefelter
  • Pessoas privadas de liberdade
  • Adolescentes internados em instituições socioeducativas, como a Fundação Casa

 

12. Por que a campanha de vacinação é realizada anualmente e, geralmente, nos meses de abril e maio?

A circulação do vírus influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil.

A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação.

Por esse motivo, a vacinação é anual e busca proteger a população alvo da campanha contra as cepas que mais circularam no hemisfério sul, no ano anterior.

 

Por hoje é só!

Ficamos aqui com mais um tema.

Caso hajam dúvidas ou sugestões, é só deixar no tópico abaixo.

Até a próxima!!!

Dr. Vinícius F.Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

Fonte: Site Ministério da Sáude-2018 (http://portalms.saude.gov.br)

 

 

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