Precisamos falar disso…

Reserve apenas 7 minutos de seu tempo e assista a esse vídeo:

Olá!

Agora sim. Tudo bem com vocês?

Em Novembro do ano passado, participei do “IV Congresso de Pediatria e 20ª Jornada de Pediatria Unimed Ribeirão Preto”.

Em meio a tantas aulas e temas, uma me chamou a atenção: “O mundo está mudando e o pediatra tem que estar preparado”.

Imaginei que seria uma aula sobre internet, uso de celulares, mídias sociais, bullying… mas não! Era uma aula sobre o Distúrbio de Identidade de Gênero e, no final, fui presenteado com este vídeo que linkei acima.

Estamos no mês do orgulho LGBTQ+ e acredito que não haveria momento melhor para falar sobre o assunto.

LGBTQ+

O pediatra muitas vezes é o primeiro a conversar sobre a sexualidade e sobre as variações do gênero com a criança e o adolescente e, portanto, deve estar preparado para tal.

As crianças entre 6 e 9 meses são capazes de distinguir vozes masculinas e femininas.

Próximo de um ano de idade, associam as vozes com objetos tidos como típicos de cada gênero.

Aos dois anos, elas têm habilidade de se identificar como meninos ou meninas e apresentam brincadeiras relacionadas ao gênero.

A identidade de gênero tem início entre 2 e 3 anos de idade. E já aos 6 ou 7 anos, as crianças tem consciência de que seu gênero permanecerá o mesmo.

Neste ponto, é importante definir o que é Identidade de Gênero: “experiência emocional, psíquica e social de uma pessoa enquanto feminina, masculina, ou andrógena definida pela cultura de origem.” Também: “refere-se à auto-identificação de um indivíduo como mulher, homem ou a alguma categoria diferente do masculino e feminino.”

Sendo assim, as pessoas cujas identidades de gênero não correspondem ao sexo biológico são nomeadas com transgêneros ou transexuais.

A disforia de gênero, por sua vez, corresponde ao desconforto ou sofrimento causados pela incongruência entre o gênero atribuído ao nascimento e o gênero experimentado pelo indivíduo.

E como a disforia de gênero pode se expressar?

As crianças podem expressar a certeza de serem do sexo oposto ou não estar feliz com suas características sexuais, preferindo roupas, brinquedos, jogos e brincadeiras culturalmente ligados ao outro sexo.

Nos adolescentes, a inconformidade com o sexo biológico, é evidenciada com as mudanças corporais da puberdade e pode desencadear problemas psicossociais.

É importante pontuar, que quando observa-se a disforia de gênero em crianças entre os 2 e os 6 anos de idade, quase 85% delas voltarão a ficar satisfeitas com o seu sexo biológico, já na adolescência, isto é menos comum.

O quadro pode estar associado a algumas manifestações como ansiedade, depressão, tentativa de suicídio, automutilação e isolamento social.

Desta forma, estas crianças e adolescentes devem ter um acompanhamento multidisciplinar contando com pediatra, endocrinologista, psicólogo, psiquiatra, assistente social, cirurgiões e enfermeiros…

E , mais do que qualquer acompanhamento, elas precisam de apoio, carinho e amor!

Mais amor, por favor

PS.: Aqui está o Ryland, atualmente

Bem, por hoje é só!

Dúvidas ou sugestões? É só deixá-las abaixo.

Até breve,

Dr Vinícius F. Z. Gonçalves- Pediatra e Neonatologista

CLÍNICA GONÇALVES- Deixe a nossa família cuidar da sua

Fontes:

Disforia de Gênero- Guia Prático de Atualização- Sociedade Brasileira de Pediatria- Junho de 2017

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